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Patos da o último adeus ao cantor e compositor paraibano, Pinto do Acordeon


O corpo do músico paraibano Pinto do Acordeon foi sepultado no começo da noite desta quarta-feira (22), em Patos, no Sertão do Estado. O artista morreu na madrugada da última terça-feira (21), aos 72 anos, vítima de um câncer em São Paulo, onde estava internado.

Antes de ser enterrado, o corpo do artista foi levado ao Terreiro do Forró, local em que são realizados os festejos de São João da cidade. Familiares discursaram e cantaram em homenagem ao músico.

Após as homenagens no Terreiro do Forró, o corpo de Pinto saiu em um cortejo fúnebre, em veículo aberto do Corpo de Bombeiros, pelas ruas da cidade de Patos. Depois, foi levado para o cemitério Parque Memorial Jardim da Paz, onde foi sepultado.

O velório de Pinto do Acordeon foi realizado em João Pessoa na noite da terça e durante a madrugada e manhã desta quarta. Uma cadela de estimação do artista viajou mais de 300 quilômetros para se despedir do tutor.

Pinto do Acordeon

Francisco Ferreira Lima, o Pinto do Acordeon, nasceu no município de Conceição, no Sertão paraibano. Ele se tornou popular a partir de apresentações que realizava junto a trupe de Luiz Gonzaga. Ele gravou cerca de 20 álbuns durante a carreira. “Neném Mulher” é uma das músicas mais conhecidas do repertório.


Ele lançou seu primeiro LP solo (1976), no mesmo ano, a canção “Arte culinária”, uma parceria sua com Lindolfo Barbosa, fez sucesso com o Trio Nordestino; o LP “Gosto da Bahia”, pela Gravadora Japoti (1970); o álbum “As filhas da viúva” (1980); o LP “O rei do forró sou eu” Nova Produções (1994); participou da gravação do DVD do grupo paraibano Clã Brasil (2006); e os CDS: 20 anos de estrada, De língua, Forró Cocota, Me botando pra roer, Projeto divino, Eco nordeste, Vem viver essa paixão, Deixa o dia clarear; Sertanejo, entre outros. Durante toda a carreira, somam-se cerca de 20 álbuns gravados, entre LPs e CDs.

A obra do cantor e compositor Pinto do Acordeon se tornou Patrimônio Cultural e Imaterial do Estado da Paraíba no dia 13 de julho de 2019.

De autoria do deputado Delegado Wallber Virgolino, o projeto de lei foi aprovado por unanimidade na Assembleia legislativa, durante uma votação realizada no dia 18 de junho.

Em setembro do mesmo ano, ele foi reconhecido com o título “Mestre das Artes Canhoto da Paraíba”. A homenagem foi oficializada pela Secretaria de Cultura do Estado através de uma publicação no Diário Oficial do Estado.

O título de Mestre das Arte’ foi criado pela Lei Estadual º 7.694, conhecida como Lei Canhoto da Paraíba. Ela é uma homenagem ao músico Francisco Soares de Araújo, conhecido como Canhoto da Paraíba, que morreu em 2008. O objetivo é proteger e valorizar os conhecimentos, fazeres e expressões das culturas tradicionais paraibanas.

Por meio do Registro no Livro de Mestres das Artes (REMA), as pessoas que contribuem há mais de 20 anos com atividades culturais na Paraíba recebem o título de “Mestres e Mestras”, ao terem suas artes reconhecidas.

G1pb
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