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Maioria do TJDF-PB concorda com tese do Sousa, e Jó Boy será de novo julgado em 1ª instância

Muitos espectadores para o julgamento do Pleno do Tribunal de Justiça Desportiva de Futebol (TJDF-PB), bem diferente do vazio que domina as sessões das Comissões Disciplinares. Foi com este cenário que decidiu nesta quinta-feira, por 5 votos a 4, que houve falha na intimação do jogador Jó Boy, na época em que ele defendia o São Paulo Crystal e por isso, parte dos auditores entendeu que o atleta não teve oportunidade de se defender.

Com este resultado, o TJDF-PB decidiu anular parte do primeiro julgamento e assim, o processo será revertido mais uma vez para análise da 1ª Comissão Disciplinar.

Logo que o julgamento foi iniciado, o Tribunal decidiu por unanimidade, não permitir a entrada de clubes como interessados no processo, o que anulou a participação do Nacional de Patos e São Paulo Crystal no julgamento.

Votaram pela permanência do julgamento realizado em dezembro do ano passado, os auditores Glauberto Bezerra Júnior, Rogério Cabral, Luiz Arthur Sabino e Gustavo Nunes. Por outro lado, Hermano Gadelha, Odilon Amaral Netto, Waleska Trindade e Gabriel Barbosa entenderam que o jogador não teve oportunidade de defesa, por falhas nas formas de intimação.

Os debates foram acompanhados atentamente por dirigentes da Federação Paraibana de Futebol (FPF), Atlético de Cajazeiras, Campinense, CSP, São Paulo Crystal e Sport Lagoa Seca.

O relator do processo, Glauberto Bezerra Júnior, sustentou em seu voto que na sua concepção, foi dado ciência a todos os envolvidos, inclusive ao jogador Jó Boy. Esta tese contrariou o parecer do procurador Fábio Ramos Trindade, que alegou que não houve oportunidade para o atleta apresentar a sua defesa, inclusive destacando que ele foi intimado junto ao clube, mas não havia mais vínculo entre os intimados.



Na defesa do Sousa, o advogado Michel Asseff Filho, seguiu a mesma linha de pensamento apresentada pelo procurador. O jurista também afirmou que houve má fé do São Paulo Crystal, em não ter comunicado ao TJDF-PB que não compareceria ao julgamento por não existir mais vínculo entre o clube e o jogador.

A missão de desempatar o julgamento ficou nas mãos do presidente do Tribunal, Raoni Vita. Ele apresentou que no processo há um documento, assinado pelo jogador e pelo dirigente Ironaldo Franco, do São Paulo Crystal, provando que o contrato de Jó Boy se encerrou no dia 1º de dezembro do ano passado e o julgamento ocorreu oito dias depois da sua saída.
 
"Houve uma falha na citação e na intimação. Quando o novo julgamento foi marcado, no caso no dia 9 de dezembro, o seu clube anterior nem apresentou defesa, nem comunicou ao Tribunal que o jogador não fazia mais parte da agremiação", disse Raoni Vita, durante seu voto.

O advogado do Nacional de Patos, Maikon Minervino, afirmou que o time vai recorrer ao Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD).

Feliz e abraçado

O presidente do Sousa, Aldeone Abrantes, acompanhou o julgamento bem de perto e comemorou o resultado. Quando a decisão foi proclamada, do lado de fora do prédio do TJDF-PB, ele foi abraçado por outros dirigentes, como Alysson Lira, do arquirrival Atlético de Cajazeiras; Dorgival Pereira, supervisor do Campinense e Josivaldo Alves, do CSP.
 
"Venceu o bom direito. Ninguém pode ser condenado sem ter direito a defesa e foi isso que aconteceu com Jó Boy. Estamos felizes, o campeonato tem que ser decidido no campo, o Sousa está conquistando os seus resultados desta forma e que possamos seguir assim",disse o dirigente sousense.


 

Gepb
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