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Internauta filma objeto luminoso no céu da cidade de Patos; astrônomo explica

sábado, 4 de novembro de 2017--

/ por Redação
A aparição de um objeto nos céu do município de Patos, Sertão paraibano, a 315 quilômetros de João Pessoa, aguçou a curiosidade de internautas paraibanos. O caso, que aconteceu no dia 20 de setembro, foi filmado e postado na internet através da página ‘Deuses Astronautas’.

Nas imagens, gravadas por volta das 18h no Centro de Patos, é possível perceber um objeto possivelmente cilíndrico e luminoso 'sobrevoando' o município. O criador da página na qual o vídeo foi postado, um estudante de Educação Física, afirmou que o objeto mudou de cor e se movimentou.

“Na hora mudou de cor e depois mudou de intensidade de luz. Deve ter durado uns dez minutos [tempo da aparição] porque eu notei a ‘estrela’ muito baixa e com a luz muito forte”, informou o estudante, que não se identificou ao responder pelo chat da fanpage.

Satélite
 
O astrônomo Marcelo Zurita, diretor técnico da Rede Brasileira de Observação de Meteoros (Bramon), afirmou que o objeto filmado seria um satélite, possivelmente o O3B FM2 ou o O3B FM11, que são satélites de comunicação da empresa O3b Networks e postos na órbita da Terra entre os anos de 2013 e 2014.

“Existem dois satélites compatíveis com o vídeo [o O3B FM2 e o O3B FM11]. Existe uma porção de satélites nessa região do céu [em Patos], onde chamamos de 'Equador celeste', que é a projeção da Linha do Equador da Terra na esfera celeste. Essa região é onde ficam em órbita os satélites geoestacionários, cuja órbita é sincronizada com o movimento de rotação da Terra fazendo com que eles pareçam não se mover no céu. Mas os dois satélites que destaco não são geoestacionários. Eles se moviam do oeste para leste, ou seja, de cima para baixo”, disse Marcelo Zurita.

Sobre a luminosidade do objeto, o astrônomo contou que o período em que o vídeo foi gravado, próximo do equinócio, foi no início da primavera, no dia 22 de setembro, o que facilita o reflexo de luzes.

“Os dois satélites ficam na chamada ‘órbita terrestre média’, praticamente alinhados com a Linha do Equador, a cerca de 8 mil quilômetros da superfície. Nessa posição eles levam cerca de cinco horas para dar uma volta em torno da Terra. Essa distância é muito grande para que esses objetos possam ser vistos a olho nu, mas existe uma circunstância que permite sua visualização. Durante o equinócio, o Sol fica alinhado com o Equador terrestre. Nos dias próximos ao equinócio, esse alinhamento faz com que os satélites geoestacionários e todos aqueles que orbitam próximos ao Equador celeste reflitam a luz solar na direção da Terra. Isso porque seus painéis estão sempre voltados para a Terra para refletir sinais de rádio. Durante a noite, esses reflexos proporcionam um verdadeiro espetáculo de luzes”, contou o astrônomo.



Fonte: Portal Correio
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